Estou de Volta! Mas em novos ares.


Oiiii gente! Sim, sei que estou em dívida com todos vocês e peço muitas desculpas por isso. Meu último post por aqui foi em janeiro, quando eu estava postando meus looks semanalmente, mas tive que parar. A boa notícia? Estou de volta!

Os looks que eu vinha postando aqui estavam agradando. Recebi muitas mensagens e bons feedbacks (muitos que eu não consegui retornar. Desculpem mais uma vez.) mas o mês de janeiro de 2018 foi muito louco e eu vou explicar tudo direitinho pra vocês, afinal vocês estão comigo há muito tempo e merecem uma justificativa.

 

Há muito tempo atrás

Tudo começou em 2013 (pasmem!), quando eu engravidei do Francisco. A gente começou a perceber que o Brasil, com todas as suas maravilhas (que agora consigo valorizar ainda mais), estava se tornando um lugar um pouco complicado, principalmente para quem quer criar seus filhos com um pouco mais de liberdade e menos medo. Decidimos que iríamos, eu, meu marido e o Francisco, tentar nossas vidas em outro lugar. Nossa primeira opção foi o Canadá.

 

Tentando mudar

Após muita pesquisa, vimos que o Canadá parecia ser um ambiente bem amigável, agradável, seguro. Perfeito para criar nosso pequeno e recomeçar a vida. Fizemos muitas pesquisas, assessorias com agências especializadas, contatos naquele cantinho gelado do mundo. Fiz IELTS, TOEFL, com minha nota e toda bagagem já conquistada no Brasil consegui me inscrever em uma faculdade que era um sonho pra mim. Já estava me imaginando nas aulas mais incríveis. Com a carta da faculdade em mãos, fizemos a solicitação do visto. NEGADO! Pensem em um buraco abrindo no chão. Foi uma das maiores frustrações que já tive, principalmente porque comecei a criar muita expectativa com as aulas.

Então fomos para o plano B. Meu marido iria estudar dessa vez. Daí é toda aquela burocracia. Pede reembolso da faculdade, faz prova outra vez, dá entrada na nova faculdade, junta toda a papelada para o visto. Espera. Espera. Espera. Dessa vez, a ansiedade maior estava com ele. Sei bem o que ele sentiu quando, pela segunda vez, tivemos nosso visto negado. Além de lidar com a nossa tristeza, teríamos que lidar mais uma vez com a expectativa de todos os amigos e familiares que estavam participando desse momento com a gente.

Dessa vez não falamos nada. Quando perguntavam, dizíamos que ainda estávamos esperando retorno, mas partimos para o plano C. Dessa vez “na calada”. Minha mãe sempre disse que trabalhar em silêncio é o melhor quando temos grandes projetos e resolvemos que faríamos desse jeito. Fomos até a agência STB, em Belo Horizonte, e contamos a nossa história. Juro que fiquei encantada com o atendimento, mas já estava bem cansada de todo processo e decidimos que essa seria a última tentativa, pelo menos por hora. O pessoal da STB trabalhou bem rapidinho e conseguimos dar entrada nos papéis com um prazo bem curto, dessa vez com um novo destino: Austrália. Nos restava esperar. Mais uma vez. Dessa vez já não tínhamos muita expectativa e fizemos mais para não falar que desistimos muito fácil.

Passamos as festas de fim de ano com amigos e familiares e foi maravilhoso. Notícias do processo: solicitação de exame médico. É difícil conseguir agenda e marcamos para a metade de janeiro.

Janeiro, o mês mais louco de 2018 (até agora)

Fizemos nossos exames no dia 16 de janeiro. Dia 18 de janeiro eu deveria ter ficado menstruada, mas não veio. Não me importei, afinal “ela” sempre atrasa. Mas ela atrasou 1… 2… 3… 7 dias. Ali já era demais! Resolvi comprar um exame de farmácia e, para minha surpresa (ou não) eu estava gravidíssima! Aquele misto de sensações. Já pensávamos em um irmãozinho pro Francisco, mas a primeira gravidez demorou tanto a acontecer que não esperávamos que fosse tão rápida a segunda. Isso foi no dia 25. No dia 26, pela manhã, avisamos aos amigos e familiares que a família iria crescer e foi aquela alegria sem fim. Quando foi 11 horas da manhã do mesmo dia, meu marido liga. Conversamos amenidades, das reações das pessoas à novidade, quando ele me solta A PERGUNTA: “pronta para fazer as malas?”. Acho que fiquei uns 10 segundos sem respirar. Minha cabeça rodou com todas as dúvidas do mundo.

 

Reações inesperadas

Se eu não tivesse acabado de descobrir que estava grávida, estaria saltitante. Não digo que fiquei triste, mas o medo desse novo mundo ficou muito maior sabendo que eu o teria que enfrentar com uma pessoinha dentro de mim. Foram muitos os medos:

  • Será que eles vão proibir a gente de entrar no país agora que estou grávida?
  • Como eu vou fazer com duas crianças e ninguém pra me ajudar?
  • COMO VAMOS CONTAR PRA TODO MUNDO?

Essa última pergunta foi a mais complicada, afinal as pessoas já estavam fazendo muitos planos para essa nossa nova estrutura familiar e o tanto que seríamos felizes nesses novos planos. Mas esse era nosso desejo inicial. Agora a gente iria tentar uma nova vida não só com o nosso pequeno, mas com os nossos filhos. Muitos nos apoiaram, outros não esconderam a tristeza, mas entenderam que já era de se esperar. A questão é que foi uma explosão de emoções para todos a nossa volta, principalmente porque teríamos menos de um mês para resolver todas as questões burocráticas, vender nossas coisas, fazer as poucas malas que poderíamos trazer (esse é um sofrimento a parte) e dizer “até mais” para todos os que amamos.

 

Chegamos! E agora?

24 de fevereiro. Logo chegamos e minhas aulas já começaram. Uma loucura danada! Encontra casa, compra móveis, eletrodomésticos, comida. Pensem em recomeçar tudo do zero mesmo. A gente não tinha papel higiênico em casa! Com a graça de Deus, tivemos alguns anjos para nos ajudar… A Angélica (nome de anjo mesmo) e o Rodrigo foram fundamentais para trazer um pouco de paz e calma para esse início. Eles já moram aqui há algum tempo e nos ajudaram em simplesmente TUDO. Seria infinitamente mais difícil se eles não estivessem por perto e com tanta disposição em nos ajudar tanto.

 

Três meses depois.

Enfim, depois de três meses podemos dizer que as coisas estão bem, entrando nos eixos. Tenho feito meu pré-natal normalmente com a GP (general practitioner), que é tipo um clínico geral, e a midwife, que é minha linda e doce doula (praticamente isso) que irá me acompanhar até o Caetano chegar. Sim, é outro menino!

Desculpem o texto longo, mas com tanta novidade, dá pra entender o motivo do meu tempo sumida, não é mesmo?

Se tiverem qualquer dúvida, podem me chamar que vou responder tudinho, com o maior prazer.

 

Cissa Santos

Publicitária e consultora de imagem e estilo. Apaixonada pela arte da moda e todas as suas possibilidades.

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